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Moving out

  • Nov. 17th, 2008 at 11:39 PM
passaros
Gostaria de avisar a toda a minha multidão de leitores ( haha) que estou mudando de casa.

Sei lá. Tive que ir pra outro lugar. Hoje você poderá me encontrar aqui:

http://drinkdemulherzinha.blogspot.com

Espero visitas na nova casa.

Beijos.
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acz...?

  • Sep. 26th, 2008 at 1:29 PM
flutua
Tô atrasada. Perdi aquele ônibus e agora me fudi. Me fudi? Por que?

Aceita o que vem.

ACEITA.
Aceita.

Aceite. Aceite. Aceite Aceito. Aceto Aceite Azeite.

Azeite?
Tudo fica melhor com azeite.


Shoyu é pra você o que azeite é pra mim?

Tudo fica mais fácil, se encaixa melhor com azeite.


Aceite. Azeite.
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Tá difícil.

  • Sep. 18th, 2008 at 1:58 PM
livro
Faz tempo que não escrevo. Não sei porque, mas não tenho conseguido, parece que não tenho palavras pra colocar pra fora. Me forço a escrever pequenos lembretes para mim mesma, minhas tarefas do dia, frases motivacionais, idéias, to-do lists cheias de visitas e afazeres legais que provavelmente nunca se realizarão.

Escrever é importante pra mim, é a única coisa que faço com real naturalidade. Tenho feito muitas coisas, e acredito plenamente que sou capaz de realizar com qualidade qualquer coisa que eu quiser, sei que posso ser o que eu quiser. Eu estudo, eu me aplico, eu me esforço e eu consigo.
E assim mais uma vez sou rígida comigo mesma, me forço a buscar sempre a superação. Porque sei que é factível.

Superação do que?

Nunca tive muitos sonhos, mas sempre tive muitos objetivos, muitas metas, planos. Eu me esforço e eu alcanço. EU EU EU EU.
Porque eu tenho mania de achar que sou independente e autônoma. Mas já aprendi que não. Descobri que sozinha eu sou fraca, e que a inteligência sem amor se torna burra.

Carina, existem coisas mais importantes do que ir sempre além. Pára, Carina, pára.

E por isso escrever é tão importante. É a única coisa que impede minha auto-alienação, que me tira da ilusão de que está tudo bem.

Ontem eu fui pra aula de teatro. Por rolos burocráticos quase fui impedida de fazer. Tentei dizer pra mim mesma que se não desse certo e eu não pudesse continuar tudo bem, Obla-di obla-da life goes on. Mas ontem eu fui no teatro. Naquele grupo de teatro, e experimentei algo inteiramente novo. Coloquei o nariz vermelho de palhaço e em um olhar me senti completamente nua. Me expus como nunca antes. Senti medo, muito medo. Mas não vou fugir, não sei fazer isso. Faz parte do meu feitio prosseguir, mesmo com medo prosseguir.

Estar diante de uma platéia é a única coisa que me acorda. E eu escolhi a vida acordada já faz algum tempo.

Talvez você não aguente mais essas baboseiras de uma menina que só fala de si mesma, mas eu preciso me expressar, preciso me expor porque passei muito tempo me escondendo atrás não sei de que. Se você não gosta, não lê.


[ mood | mellow ]
[ music | Macy Gray - When I see you ]
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Morar

  • Sep. 11th, 2008 at 2:46 PM
prom
Ontem eu fiz aula de pilates. Nunca tinha feito. Mentira, tinha feito uma vez e achado um saco. Dessa vez fui em outra vibe.
O que mais me impressionou foi como o pilates é um exercício muito mais inteligente do que, por exemplo, musculação. Na musculação você senta naquela máquina e se sente poderoso, puxa não sei quantos quilos de ferro. Arrasa. Mas de que adianta isso, se ao chegar na aula de pilates eu mal conseguia sustentar o peso do meu próprio corpo, não conseguia me manter em equilíbrio? É muito fácil sentar na cadeira extensora, com um apoio bacana para as costas, um lugar pra segurar e uma máquina inteira direcionando seu exercício e assim levantar uns dez quilos.
No pilates é você com você, seu corpo e só, trabalhando força, equilíbrio, postura, respiração. Entrei na pira.

Estou na pira do corpo. Não o corpo como "ahá-uhú, ficar gostosa para o verão". Não. O corpo como um trabalho. Da mesma maneira que eu vou pra faculdade pra me desenvolver intelectual e artisticamente, vou na academia para desenvolver um aspecto meu que sempre deixei de lado.

Não sei se você sabe, mas eu tenho asma. Nunca fiz atividades físicas ou esportes por causa disso. Desde criança a asma foi o meu freio. "A Carina não consegue correr tudo isso, ela tem asma". Pois agora me cansei.

Cansei de ser a última a terminar todas as voltas na natação, de não poder brincar e dançar até a exaustão, de carregar a bombinha pra cima e pra baixo. Cansei de ter complexos de auto-imagem, de olhar no espelho e ter vontade de pegar uma caneta e sair marcando em mim tudo que eu gostaria que fosse diferente. Os cabelos seriam lisos, o nariz um pouco menor, as coxas mais finas e sem culotes, a barriga seria linda e reta que nem a capa das revistas, o peito redondinho e perfeito como aquelas menininhas dos filmes. Enfim, eu seria tudo o que não sou.

Mas este corpo é a casca que me contém, é o simulacro que uso para me mostrar para o mundo, e eu não seria eu sem esse cabelo cacheado. Então é isso, desisti tentar ser outra coisa, e resolvi trabalhar o que sou agora. Por isso agora eu vou na academia todos os dias, corro no parque Ibirapuera duas vezes por semana, faço jump e pilates e cuido de mim.

Chego em casa e tomo um banho quente, e depois passo cremes cheirosos, e assim cuido de mim, deste meu corpo, que é a minha casinha. Cada vez mais me sinto confortável aqui dentro, cada vez amo mais a minha casinha, cada vez amo mais a mim.



[ mood | loved ]
[ music | Skatalites - Kimble Dub ]
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Estranha

  • Aug. 26th, 2008 at 2:00 PM
feliz
Não me estranhe se você me vir andando na rua de Crocs, com a cara lavada como quem caiu da cama.

Não me estranhe se você me vir sambando e sorrindo, expressando uma brasilidade que não corre pelas minhas veias.

Não me estranhe se talvez eu não te procurar mais, se eu parecer distante, se eu não for mais a Carina que você um dia conheceu.

É que teve um dia em que eu acordei uma pessoa completamente diferente.

De repente os antigos hábitos não faziam mais sentido, aqueles velhos lugares não eram mais divertidos, as conversas de sempre pareceram vazias e aquelas músicas não mais me preenchiam.

Chega um ponto em que é preciso encarar que as coisas mudaram e que nunca mais serão como eram antes, é impossível voltar atrás nesta etapa da jornada. É preciso encarar que o seu mundo cresceu.

Então eu peço que você não me estranhe, porque eu estou tentando não me estranhar.



[ mood | weird ]
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Alice Dias

  • Aug. 12th, 2008 at 4:48 PM
marylin
Alice Dias é uma dessas pessoas que você conhece por nome e sobrenome, Alice Dias.

Alice Dias tem uma certa timidez arrogante, te olha dos pés a cabeça antes de falar com você. Ela é sofisticada usando calça Jeans e camiseta.

Fuma cigarros e faz pose. É gostosinha.

Alice Dias tem uma drag queen interior que canta “Young Hearts Run Free” que nem a personagem Mercucio no filme Romeu+Julieta, e depois dança “Groove is the Heart”.

Quando ela fica locona ela se solta, descabela. Quando ela fica locona ela fica mais bonita ainda. Usa batom vermelho, colar de pérolas e tem uma risada longa e alta de socialite rica e decadente.
Fuma cigarros e faz pose.

Ela é aquela pessoa que ama muito seus amigos, que gosta de dar abraços.

Alice Dias gosta de flertar por aí. Fuma cigarros e faz pose.
Ela tá procurando um cara que não se intimide com aquela olhada de cima a baixo. Esses são difíceis de encontrar.

Alice Dias tá posuda demais em cima desse scarpin de salto alto. Alguém, quebre as pernas dela, por favor! e faça ela quebrar seus próprios paradigmas.


[ mood | high ]
[ music | Depeche Mode - Shine ]
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Aug. 4th, 2008

  • 9:17 AM
passaros
Ser-se o que se é
é grande demais e
incontrolável
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Como eu me sinto

  • Aug. 4th, 2008 at 8:52 AM
vestido

O escrever

  • Aug. 1st, 2008 at 11:34 AM
flutua
Eu escrevo pra você, estranho.

Escrevo para o outro,
o outro que sou eu.

Eu sou o outro, e às vezes nem sei quem sou.

Escrevo porque preciso
Preciso porque preciso
Preciso porque vivo
Escrevo do viver

Escrevo pra você, estranho.
Escrevo porque às vezes me estranho.

Às vezes sou o outro,
às vezes sou o eu.

Preciso do outro
Porque nele procuro
aquilo que eu não sou.




[ mood | productive ]
[ music | Os Mutantes - Hey Boy ]
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O dia

  • Jul. 24th, 2008 at 11:16 PM
passaros
Hoje o dia está cinza. E eu, como ele.

Hoje eu me vestiria toda de cinza, para exteriozar este estar. O cinza é esse intermediário escroto entre o branco e o preto. Nem a luminosidade e paz do primeiro e nem a tristeza, o luto do segundo. Apenas o cinza.

Me vestiria toda de cinza, os cabelos amarrados e lambidos, as unhas sem esmalte, as bochechas sem o rubor que lhes é característico. Me sentaria num banco baixo e sem encosto, as pernas cruzadas, a postura levemente corcunda. Na cara traria o olhar desdenhoso e condescendente dizendo “FUCK OFF!!”, e falaria palavras rebuscadas, afetando superioridade, uma superioridade morbidamente depressiva. Até fumaria um cigarro, para compor este lay out acinzentado. E o fumaria até o talo, que se é pra fumar, que se fume até o talo.

Mas deixaria ainda indícios de minha alma colorida, como o alargador cor-de-rosa e os cabelos, que mesmo amarrados não deixam de ser vermelhos.

Hoje estou me sentindo poetisa, daquelas incompreendidas. Daquelas que não cabem no mundo, de tão grandes, cuja obra é esplêndida. E dentro dessa grandeza, que nunca será compreendida em sua plenitude pelos homens comuns, uma grandeza aonde não existe outra saída possível que não o suicídio.

Mas não se preocupe, caro leitor, não pretendo cortar os pulsos. Estou cheia de vida, pretendo VIVER, com letras maiúsculas. Porque se é pra viver, que se viva até o talo.


[ mood | gloomy ]
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